Etapas de aprendizagem- 1ª etapa - Perfil do aluno: mapeamento das suas dificuldades e facilidades. O início de qualquer aprendizado requer traçar o perfil do aluno, isto é, encontrar as suas dificuldades (podem estar nos conceitos de matemática básica ou somente na matéria atual ou ainda ser de ordem psico-pedagógica - auto-confiança, auto-estima ou desatenção) e, ao mesmo tempo, realçar as suas virtudes e facilidades.
- 2ª etapa - Aprendizado por exemplos e exercícios. Teoria por teoria, cheia de sopa de letrinhas, só confunde o aluno: a abordagem ou revisão da matéria a ser aprendida é feita através de exemplos, exercícios e aplicações mais comuns e/ou sugeridas pelo professor. Além disso, a revisão de conceitos de Matemática Básica ao mesmo tempo em que é vista a matéria da faculdade é uma solução eficaz e rápida para consolidar a aprendizagem.
- 3ª etapa - Exercícios em classe e para casa: o aluno trabalha, consolidando a aprendizagem e descobrindo mais dúvidas. Não adianta só olhar o professor fazer: é enfrentando o problema que realmente se aprende e se descobre onde estão as principais dúvidas e causas do desempenho ruim. Muitas vezes o aluno sabe a matéria, mas peca pela falta de atenção ou por alguma pequena deficiência de base. Desta forma, o aluno faz exercícios em aula e entre as aulas para verificar se realmente aprendeu e identificar quais dificuldades persistem. Em seguida, é feita a correção dos exercícios e tira-dúvidas na aula seguinte, mostrando para o aluno os seus erros e valorizando os acertos, para que as dúvidas sejam sanadas.
- 4ª etapa - Mantendo o conhecimento adquirido. Quem aprende e nunca mais vê, esquece! Este velho ditado é bem verdade, ainda que é mais fácil relembrar algo já visto do que algo nunca visto. Para evitar o 'enferrujamento do conhecimento', frequentemente procura-se recorrer a problemas envolvendo conceitos já vistos para perpetuar todos os conhecimentos.

Princípios da metodologia
- Individualização, a palavra-chave: é imprescindível, em uma aula particular, respeitar as características de cada aluno, através da percepção do seu perfil e do mapeamento das suas facilidades e dificuldades para fazer um trabalho adequado às suas reais necessidades.
- Conceitos por exercícios e aplicações: a teoria deve ser apresentada na forma de exemplos, exercícios e aplicações, mostrando ao aluno a utilidade prática do que ele está vendo. Este tipo de abordagem atrai a atenção do aluno naturalmente, de modo que a abordagem teórica (apenas quando necessário) após os exemplos é facilitada, fazendo o aluno criar uma linha de raciocínio mais rapidamente.
- Aprender Matemática: um exercício de raciocínio e não de simples memorização: o aluno aprende melhor e tende a não errar quando sabe o significado do que está fazendo; regras na solução de equações e inequações ou nos sinais das operações fundamentais, por exemplo, têm justificativa simples e intuitiva que não deve ser omitida.
- Motivação histórica: a utilização da História da Matemática é um apelo cada vez mais frequente em Educação Matemática para motivar o aluno, pois mostra que muitos conceitos surgem naturalmente a partir de problemas em outras áreas do conhecimento ou na convivência social diária.